Proibição de redes sociais afeta fonte de renda da filha de Oswaldo Eustáquio, afirma defesa

A defesa de Mariana Eustáquio, filha do blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que ela possa voltar a usar suas redes sociais com fins comerciais. O recurso foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pela decisão que atualmente impede a jovem de acessar essas plataformas.

Com 17 anos, Mariana recebeu neste mês uma proposta de trabalho para divulgação de suplementos alimentares da empresa Ourocaps, fabricante de produtos encapsulados. A campanha publicitária inclui um ômega 3 em formato de goma mastigável, voltado a crianças e adolescentes, além de uma linha destinada ao crescimento capilar.

Segundo a defesa, trata-se de uma oportunidade “estritamente comercial e desvinculada de qualquer conteúdo político”, que representa uma fonte de renda importante para a adolescente e sua família. Os advogados argumentam que a liberação mostraria também que a jovem está buscando caminhos profissionais próprios, fora da esfera política em que seu pai está inserido.

No ano passado, Mariana teve o celular apreendido durante uma operação da Polícia Federal na casa onde vive com a mãe, que poderia ser responsabilizada caso a filha descumprisse a ordem judicial. As contas bancárias da adolescente também foram bloqueadas, apesar de ela não ser alvo de investigação.

De acordo com a PF, as restrições foram adotadas para impedir que Oswaldo Eustáquio utilizasse os perfis da filha para receber doações ou se manifestar publicamente. Foragido da Justiça brasileira, o blogueiro atualmente vive na Espanha, país que já recusou um pedido de extradição feito pelo Brasil.

Agora, cabe ao ministro Alexandre de Moraes decidir se flexibiliza ou não a medida, permitindo que Mariana utilize suas redes sociais exclusivamente para atividades de publicidade digital.

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