Última motociata? Bolsonaro é homenageado por apoiadores em Brasília

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou, nesta terça-feira (29), de uma motociata em Brasília (DF), com início no Parque de Exposições da cidade e trajeto até a Rodoviária do Plano Piloto. O ato reuniu centenas de apoiadores e contou com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do deputado Hélio Lopes (PL-RJ) e da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).

Sem discursar e respeitando as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro optou por manter o silêncio durante todo o evento. Ele caminhou cerca de 150 metros entre os apoiadores, tirou fotos e cumprimentou eleitores, mas não subiu em uma motocicleta, como de costume. O trajeto de aproximadamente 23 quilômetros foi acompanhado por um grande grupo de motociclistas.

A participação do ex-presidente no Capital Moto Week — evento que se apresenta como o maior encontro de motociclistas da América Latina — durou cerca de duas horas. Inicialmente, ele ficou alguns minutos em uma tenda no local, onde chegou de mãos dadas com Michelle. Depois, seguiu de carro até um trio elétrico, de onde acompanhou a motociata.

Aliados como o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) classificaram o ato como a “última motociata” de Bolsonaro, em razão de seu estado de saúde. O ex-presidente tem sido aconselhado a evitar aglomerações e longos discursos, especialmente em meio às investigações em andamento no STF.

O ato também foi visto como uma preparação para as manifestações previstas para o próximo domingo (3), organizadas por grupos da oposição em diversas capitais do país. Os protestos têm como foco críticas ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes.

Durante o evento desta terça, apoiadores seguravam cartazes e repetiam palavras de ordem em defesa de Bolsonaro e em apoio ao presidente norte-americano Donald Trump. Um dos cartazes mais chamativos trazia os dizeres: “O bem venceu porque é maior. BolsoTrump e TrumpOnaro”.

Apesar do clima de celebração entre os apoiadores, Bolsonaro evitou fazer declarações públicas ou responder a jornalistas. A decisão foi interpretada como uma tentativa de evitar o descumprimento de medidas cautelares que o impedem de contato com alvos de investigação ou de incitar manifestações antidemocráticas.

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